Se pudéssemos voltar ao passado, centenas, milhares ou milhões de anos, chegaríamos ao lugar comum, a base da árvore genealógica da espécie humana.
Não houve, certamente, um primeiro casal humano no estágio atual, conforme a lenda Bíblica.
Uma nova espécie animal foi se distinguindo dos demais quadrúpedes. Devido a conformações ambientais, surgiram, por evolução, os primitivos quadrúmanos que povoaram os continentes em suas mais diversas latitudes.
A luta pela sobrevivência fazia-se sentir de maneiras diversas. Onde a alimentação era farta e fácil, a espécie em evolução retardou seus avanços, ao contrário daqueles que habitavam regiões menos pródigas, forçados à necessidade de se valerem de engenhos, forçando o raciocínio, para a obtenção do seu sustento. Através de milênios compreendeu que o poder das suas mãos, usando objetos contundentes, se multiplicava, galgando, assim, alguns degraus na escala da evolução. A partir desse estágio, passou a dominar, não só os animais mais fracos, como aqueles que, antes, não podiam enfrentar de igual para igual, por serem mais fortes, passando da caça em grupos, para a caça individual, surgindo assim a competição, com o aperfeiçoamento da inteligência mal desperta. Não importa o nome que foi dado a esse ser primitivo que emergia da animalidade para chegar ao domínio da criação. Adão talvez, não importa o nome, pois foi desse estágio que deveria surgir a humanidade até os dias de hoje.
A Bíblia recolheu essa estória de mitos orientais. (Enc. Tudo), que desconheciam a evolução das espécies.
Arqueólogos encontraram, dos arquivos em placas de argila da Babilônia, muito antes da existência de Moisés, uma lenda sobre a criação do homem, em que se vê um casal sentado ao lado da árvore da ciência e uma prolixa serpente ali enroscada. (Jesus e Sua Doutrina. Pg. 18l).
ADÃO BABI ,- ARVORE
Darwin dizia que a aquisição de características diferentes poderia levar ao aparecimento de novas espécies, sem que, necessariamente, a espécie original desaparecesse.
Sem possuir características eminentemente religiosas, a estória da criação do homem, conforme a Bíblia, tem muita semelhança com as narrativas mesopotâmicas, egípcias e gregas.
A Bíblia, através de Moisés, ou de quem quer que seja o verdadeiro compositor do Gênesis, recolheu essa estória de mitos de outros povos.
Segundo Êxodo l;5, os descendentes de Abrahão que se refugiaram no Egito, compreendiam setenta almas, não significando isso que fosse o total de semitas que, aproveitando-se do domínio dos "hicsos", invadiram o país.
Para dominar mais facilmente o Egito, os invasores "hicsos" incentivaram a imigração de povos de diversas regiões da Palestina, nômades e inculturados pastores, sem qualquer espécie de seleção.
Foi nessa época que a lenda de Jacob o inclui entre os que se homiziaram nas terras férteis do Delta, desalojando e espoliando os nativos, que, embora já detentores de civilização milenar, eram inferiores militarmente aos invasores, não resistindo ao avanço dos seus carros de guerra, desconhecidos dos egípcios, principalmente dos cavalos.
Depois de dominarem o Egito por mais de um século, os "hicsos" foram expulsos, e os semitas restantes, escravizados barbaramente, em represália ao grande sofrimento que infligiram aos habitantes da terra, enquanto foram dominadores.
Quatro séculos depois, esses escravos foram expulsos da terra, pois não interessavam mais suas presenças e seus trabalhos: “E os egípcios apertavam ao povo, apressando-se para lançá-los da terra.” (Êxodo, 12:33)
Foi nessa ocasião que Moisés apareceu no cenário da história bíblica. Ele, ou quem quer que tenha concatenado uma história para o povo hebreu, inventando-lhe uma procedência, outorgando-lhe uma fictícia origem divina desde a criação do mundo, valendo-se de lendas já arraigadas em outras civilizações, facilmente aceitáveis para uma horda de seres ignorantes mal saídos da escravidão.
Era necessário dar-lhes um Deus, já que, escravizados durante quatrocentos anos em terra estranha, só conheciam, e muito mal, as divindades locais, pois não lhes era permitido freqüentar as solenidades nos Templos.
Os ideais de Akhenaton, da existência de um Deus único, ainda persistiam entre os cérebros mais evoluídos, mesmo sob a mais severa perseguição do clero, que muito lucrava com a infinidade de divindades, tal como atualmente são adorados nos templos milhares e milhares de divindades, sendo que algumas, sob diversos títulos, facilitando a proliferação de templos e rituais, multiplicando os lucros daqueles que vivem da exploração da credulidade do povo.
Sob o falso pretexto do interesse de salvação de almas, arquitetaram e construíram a mais pavorosa fonte de exploração material da humanidade, anestesiando-lhe a consciência.
Repare-se na fisionomia dos sacerdotes religiosos, sejam padres católicos ou ministros das seitas chamadas “protestantes, bíblicas, ou crentes”. Veja-se se têm aparência de “salvadores de almas” de brancos ou negros, de pobres ou ricos. Entre-se num desses “templos” e observe-se como é constituída sua assistência: ou granfinas que ali comparecem por decoro ou para exibir ricas vestimentas, ou o seu oposto, gente da mais humilde classe da sociedade, empregadas domésticas ou operários na mais extrema pobreza, que são espoliados com o pesado “dízimo” sobre seus ínfimos salários. Repare-se bem nas fisionomias desses exploradores da crendice popular, seja um Bispo orgulhoso e arrogante, ou um “pastor”, que revela através do seu palavreado, uma riqueza de chavões recitados como por um autômato. Veja-se se têm eles aparências humildes e caridosas, ou se são hipócritas angariadores de dinheiro fácil.
Ignorante não é só o analfabeto; o letrado que se deixa escravizar por entorpecimento de consciência, é tão, ou mais ignorante que o iletrado.
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